Galdino de Almeida chegou em 1933, com a família, vindo de Avaré para trabalhar na Fazenda Santa Filomena (mais conhecida por Matarazzo). Encontrou um patrimônio bastante movimentado, com o comércio localizado em frente a um terreno descampado (futura Praça Brasil), onde havia uma capela de madeira, e na Rua Príncipe de Gales, atualmente Marechal Deodoro.
A Rua Francisco Junqueira, atual Av. XV de Novembro, era a única que cruzava a linha férrea. Havia casas que acompanhavam o aclive em direção à Casa Serrador, de Vitorino Gomes Henriques, limite sul da cidade.
Galdino de Almeida, dono de invejável memória, descreve como era a cidade nessa época, mencionando especificamente o local onde ficavam as casas e estabelecimentos comerciais e quem eram seus moradores ou proprietários.
Na baixada lateral da Av. XV de Novembro, no sentido oeste, havia a serraria de Júlio Mariucci, que formava um complexo de casas, máquinas e trilhos. A serraria teve grande importância no crescimento da cidade, por fornecer madeira cortadas, principal matéria-prima para a construção de casas, e por propiciar grande número de empregos, diretos e indiretos.
"Seo" Galdino também conta alguns casos curiosos da época. ![]()
Com informações de Cornélio Procópio: das origens e da emancipação do município, livro do Prof. Átila Silveira Brasil;
nossos agradecimentos à Profª Elvira Ferreira da Silva e Sá e à família de Galdino de Almeida pela foto.
Depoimento de Galdino de Almeida, obtido por Ana Maria Marques da Silva, em 7 de janeiro de 1976. (Dur. 17'44")